Dor neuropática é tema de campanha internacional

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Screen-shot-2014-06-30-at-10.35.09-PM-300x253Todo ano a IASP – International Association for the Study of Pain (USA) elege um tema para promover o estudo e as melhoras terapias para o tratamento de diferentes tipos de dor. Em 2015, o foco da Associação americana é a Dor Neuropática, que atinge 17% dos portadores de dor crônica no mundo. Para Dr. Claudio Fernandes Corrêa, mestre e doutor em neurocirurgia pela UNIFESP, o assunto se apresenta com extrema relevância, visto que tende a aumentar com as doenças relacionadas ao envelhecimento populacional.

A Dor Neuropática é decorrente da lesão ou disfunção do sistema nervoso central ou periférico, resultante de uma ativação anormal da via de transmissão de impulso, tendo como sintomas mais comuns a sensação de choque, queimação, formigamento e dormência. “Em uma tradução mais didática, seria como se os nervos perdessem a capa que os reveste, os deixando expostos, como fios desencapados”, explica o neurocirurgião.

Dentre os fatores causadores da dor neuropática estão os degenerativos, traumáticos, infecciosos e os relacionados a doenças sistêmicas e dentro destes itens podem ser citados acidentes automobilísticos com rompimento de tendões e ligamentos, diabetes melito, herpes-zoster, hanseníase, neuralgia do trigêmeo, procedimentos cirúrgicos e tratamentos com radioterapia e quimioterapia. Estes fatores, cada vez mais predominantes na população com mais expectativa de vida, tendem a elevar os casos de dor neuropática.

Por ser crônica e de difícil controle em grande parte dos casos, a dor neuropática compromete de forma importante a qualidade de vida do indivíduo e suas relações sociais e laborativas.

diagnóstico da dor neuropática não é simples e é baseado, principalmente, na história clínica do paciente. Como o paciente costuma ter dificuldades em descrever o quadro, vários testes podem ser necessários para diagnosticar a doença, como sensitivo quantitativo e exame eletrofisiológico. Já o seu tratamentoprecisa ser multiprofissional, contemplando não apenas o controle da dor física, mas também suas interferências emocionais.

O neurocirurgião explica que a base terapêutica parte dos medicamentos de diferentes grupos farmacológicos, tais como analgésicos, antidepressivos, anticonvulsivantes, miorrelaxantes e neurolépticos. Em paralelo entram medicina física (fisioterapia e fisiatria) e profissionais da saúde mental (psicologia e psiquiatria).

Em algumas situações podem ser indicados procedimentos ablativos de estimulação e infusão de drogas.

FONTE: http://www.saopaulotimes.com.br

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